A Toxoplasmose é uma zoonose cosmopolita, causada
por protozoário. Apresenta quadro clínico variado, desde infecção
assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.
Doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos
são protozoários transmitidos por vetores. O quadro clínico típico é
caracterizado por febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa
e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos, dependendo da espécie de plasmódio infectante.
Em alguns pacientes, aparecem sintomas
prodrômicos, vários dias antes dos paroxismos da doença, a exemplo
de náuseas, vômitos, astenia, fadiga, anorexia. Inicialmente apresenta-se
o período de infecção, que corresponde a fase sintomática inicial,
caracterizada por mal-estar, cansaço e mialgia.
O ataque paroxístico
inicia-se com calafrio, acompanhado de tremor generalizado, com duração
de 15 minutos a 1 hora. Na fase febril, a temperatura pode atingir
41°C. Esta fase pode ser acompanhada de cefaleia, náuseas e vômitos.
É seguida de sudorese intensa. A fase de remissão caracteriza-se pelo
declínio da temperatura (fase de apirexia).
A diminuição dos sintomas
causa sensação de melhora no paciente. Contudo, novos episódios de
febre podem acontecer em um mesmo dia ou com intervalos variáveis,
caracterizando um estado de febre intermitente.
O período toxêmico
ocorre se o paciente não receber terapêutica específica, adequada
e oportuna. Os sinais e sintomas podem evoluir para formas graves
e complicadas, dependendo da resposta imunológica do organismo,
aumento da parasitemia e espécie de plasmódio.
São sinais de Malária grave e complicada:
hiperpirexia (temperatura >41°C)
convulsão
hiperparasitemia (>200.000/mm3
)
vômitos repetidos
oligúria, dispneia
anemia intensa
icterícia
hemorragias
hipotensão arterial
As
formas graves podem cursar com alteração de consciência, delírio e
coma, estão relacionadas à parasitemia elevada, acima de 2% das hemácias
parasitadas, podendo atingir até 30% dos eritrócitos.
Sinonímia
paludismo
impaludismo
febre palustre
febre intermitente
febre terçã benigna
febre terçã maligna
maleita
sezão
tremedeira
batedeira
febre
Agente etiológico - No Brasil, três espécies de Plasmodium causam
Malária em seres humanos:
P. malariae,
P. vivax e
P. falciparum.
A
Malária por Plasmodium ovale ocorre apenas no continente africano,
porém, ocasionalmente, casos importados podem ser diagnosticados
no Brasil
Reservatório - O homem é o único reservatório com importância
epidemiológica para a Malária humana.
Vetores - Mosquito pertencente à ordem Diptera, infraordem Culicomorpha,
família Culicidae, gênero Anopheles Meigen, 1818. O gênero compreende cerca de 400 espécies, no mundo, das quais, cerca
de 60 ocorrem no Brasil. No país, as principais espécies transmissoras
da Malária são: Anopheles (N.) darlingi Root, 1926; Anopheles (N.)
aquasalis Curry, 1932; Anopheles (Nyssorhynchus) albitarsis s. l. Lynch-Arribálzaga,
1878.
O principal vetor de Malária no Brasil é o An.
darlingi, cujo comportamento é extremamente antropofílico e, dentre
as espécies brasileiras, é a mais encontrada picando no interior e nas
proximidades das residências.
Popularmente, os vetores da doença são
conhecidos por “carapanã”, “muriçoca”, “sovela”, “mosquito-prego” e
“bicuda”.
Modo de transmissão - Por meio da picada da fêmea do mosquito
Anopheles, infectada pelo Plasmodium. Os vetores são mais abundantes
nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são
encontrados picando durante todo o período noturno, porém em menor
quantidade em algumas horas da noite.
Não há transmissão direta
da doença de pessoa a pessoa. Raramente pode ocorrer a transmissão
por meio de transfusão de sangue contaminado ou do uso compartilhado
de seringas contaminadas.
Mais rara ainda é a transmissão congênita.
Período de incubação - Varia de acordo com a espécie de plasmódio:
P. falciparum, de 8 a 12 dias;
P. vivax, de 13 a 17 dias;
P. malariae,
de 18 a 30 dias.
Período de transmissibilidade - O mosquito é infectado ao sugar
o sangue de uma pessoa com gametócitos circulantes.
Os gametócitos
surgem, na corrente sanguínea, em períodos variáveis: de poucas horas,
para o
P. vivax, e de 7 a 12 dias,
para o P. falciparum. Para Malária
por P. falciparum, o indivíduo pode ser fonte de infecção por até 1 ano;
P. vivax, até 3 anos; e
P. malariae, por mais de 3 anos, desde que não seja
adequadamente tratado.
Complicações - Adultos não imunes, bem como crianças e gestantes,
podem apresentar manifestações mais graves da infecção, podendo
ser fatal no caso de P. falciparum. Infecções por P. vivax e P. malariae
são geralmente benignas e os raros casos relatados de morte por essas
espécies ocorreram em função de complicações peculiares, como
a ruptura espontânea do baço ou concomitância com outra entidade
patológica de evolução fatal.
Qualquer doente que, em consequência da Malária, esteja inapto a receber medicação oral, apresente algum
grau de disfunção orgânica ou apresente parasitemia elevada encontra-se
sob risco de morrer por uma das complicações da doença.
O aparecimento
de hipertermia, forte cefaleia, sonolência, convulsões, anemia
intensa, dispneia, vômitos repetidos, insuficiência renal aguda, edema
pulmonar agudo, hipoglicemia, disfunção hepática, hemoglobinúria
(hemólise intravascular aguda maciça), hipotensão arterial, oligúria,
icterícia, distúrbio da consciência e choque constituem sinais clínicos
de alerta de Malária grave.
Diagnóstico - O diagnóstico de certeza da infecção malárica só é
possível pela demonstração do parasito ou de antígenos relacionados,
no sangue periférico do paciente.
Tratamento - O tratamento da Malária visa a atingir o parasito em
pontos-chave de seu ciclo evolutivo, os quais podem ser didaticamente
resumidos em: interrupção da esquizogonia sanguínea, responsável
pela patogenia e manifestações clínicas da infecção, destruição de formas
latentes do parasito no ciclo tecidual (hipnozoítos) das espécies
P. vivax e P. ovale, evitando assim as recaídas tardias, interrupção da
transmissão do parasito, pelo uso de drogas que impedem o desenvolvimento
de formas sexuadas dos parasitos (gametócitos).
Para atingir esses objetivos, diversas drogas são utilizadas, cada uma
delas agindo de forma específica, tentando impedir o desenvolvimento
do parasito no hospedeiro.
O Ministério da Saúde, por intermédio de uma política nacional de
medicamentos para tratamento da Malária, orienta a terapêutica e disponibiliza
gratuitamente os medicamentos antimaláricos utilizados em
todo o território nacional, em unidades do Sistema Único de Saúde
(SUS).
O tratamento adequado e oportuno da Malária é, hoje, o principal
alicerce para o controle da doença. A decisão quanto ao tratamento
do paciente com Malária deve ser precedida de informações sobre os
seguintes aspectos: espécie de plasmódio infectante, pela especificidade
dos esquemas terapêuticos a serem utilizados; idade do paciente,
pela maior toxicidade para crianças e idosos; história de exposição anterior
à infecção uma vez que indivíduos primoinfectados tendem a
apresentar formas mais graves da doença; condições associadas, tais
como gravidez e outros problemas de saúde; gravidade da doença, pela
necessidade de hospitalização e de tratamento com esquemas especiais
de antimaláricos.
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_infecciosas_parasitaria_guia_bolso.pdfAcesso em: 22 março 2016
Vídeos sobre a Malária
Aspectos sociais de ambientais da doença:
Aproveite o seu tempo e a rica seleção de materiais para complementar sua aprendizagem!
E aí turmaaa!!!! Prometi e cumpri! Lembra-se dos trechos de filmes que assistimos em sala ao longo da Etapa? Olha eles aí em baixo! Assista e aprenda se divertindo!
As células são estruturas dinâmicas que mantem-se ativa o tempo todo. Uma de suas atividades está relacionada com o transporte de substâncias.
O transporte de substâncias, ou seja, a entrada e a saída de elementos é controlado pela membrana celular e ocorre em duas esferas: física e biológica.
A difusão e a osmose são fenômenos físicos relacionados a concentração do meio em que se encontra a célula e também à natureza do elemento transportado.
A seguir, vamos falar da osmose, um processo físico em que há deslocamento de substâncias de um meio menos concentrado para um mais concentrado.
Vamos analisar esse fenômeno utilizando hemácias como exemplo:
Disponível em:http://www.netxplica.com/figuras_netxplica/exanac/porto.editora. Acesso em 28 fev. 2016
Observe como a célula sanguínea, nesse caso a hemácia se comporta nas diferentes concentrações salinas.
Lembre-se de que o NaCl é o sal de cozinha.
Num meio isotôtonico, ou seja, de concentração igual aquela do interior da hemácia , a célula se mantem intacta. Por isso hospitais utilizam o soro fisiológico para tratar seus pacientes. Há nessa mistura, um equilíbrio entre as concentrações dos meios.
Já num meio hipotônico, ou seja, num meio em que a concentração salina é inferior aquela do interior da hemácia, o volume celular aumenta. Por que isso ocorre? Simples, existe uma tendência natural ao equilíbrio entre os meios, assim a água que estava na solução salina, "entra para dentro" da célula para tentar dissolver seu conteúdo de modo que ambos os meios adquiram a mesma concentração. No entanto, o que acaba acontecendo é que,depois de um certo tempo a hemácia arrebenta, ou seja, sofre lise . Denominamos esse fenômeno de hemólise.
E no meio hipertônico? A lógica da natureza é a mesma. Os meios tentam encontrar o equilíbrio de concentração. Nesse caso o conteúdo que está no interior da hemácia foge para a solução salina , no intuito de dissolve-lo para ambos adquiram a mesma concentração. Assim, a hemácia vai doando seu solvente para o meio até que ela fique completamente murcha ou enrugada.
Assista ao vídeo a seguir e tente perceber o que acontece com esse célula.
O mesmo acontece com as células vegetais, no entanto uma célula vegetal não arrebenta se colocada em meio hipertônico. Você sabe por quê? Se você lembrou da parede celular de celulose você acertou!
Observe que o volume da parede celular varia relativamente pouco em relação ao vacúolo, .
Em 1: Célula flácida, como encontrada normalmente.
Em 2: Célula túrgida, cheia, mecanismo que mantem a ereção de muitas plantas herbáceas.
Em 3: Célula plasmolisada, em meio hipertônico.
O vídeo a seguir vai lhe mostrar com clareza e riqueza de detalhes o que acontece com as células vegetais.